05 Junho, 2009

Novo endereço no WordPress

O "Ciência em 60 Segundos" está alojado neste novo endereço:

http://ciencia60segundos.wordpress.com/

É só clicar. Até já!

31 Março, 2009

Interrupção até final de Maio

O "Ciência em 60 segundos" estará de férias até final do mês de Maio.
A ideia pegou e continuará durante muito mais tempo, pelo que peço desculpa pela pausa. Infelizmente, outros projectos carecem da minha atenção urgente, pelo que não terei tempo para actualizar o blogue.

Ao regressar, o "Ciência em 60 segundos" deverá mudar de alojamento web, sendo o destino mais provável o WordPress (nada melhor como uma carinha lavada e mais bonita para espevitar a vontade :)

Mas visarei dos pormenores atempadamente e neste endereço.

Até breve!!!

25 Março, 2009

Demasiado jovem para morrer: Estrela maciça explode antes do tempo

Em poucos dias uma supernova liberta mais energia
do que o Sol em toda a sua vida


Um grupo de cientistas, de Israel e dos EUA, conseguiu descobrir uma estrela, 50 vezes maior do que o nosso Sol, que explodiu numa supernova muito antes do seu tempo de vida. A revelação pode pôr em causa os modelos existentes, que explicam como são o final de vida destas fábricas de matéria.

Numa galáxia a 200 milhões de anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a quase 10 biliões de quilómetros), uma jovem estrela explodiu numa brilhante supernova, resultando daí umas das mais temíveis singularidades do Universo: um buraco negro. O fulgor da explosão foi visto, em 2005, pelos astrónomos. Mas não foram estes factos que tornaram surpreendente o achado, uma vez que eventos como este são descobertos às centenas, anualmente.

O que interessa, para o caso, é que, até à pouco tempo, desconhecia-se qual teria sido a vítima que originou o flash de luz. A solução passou por investigar imagens de arquivos, tiradas por telescópios espaciais ao mesmo local da explosão, de modo encontrar a estrela que originou a explosão cósmica.

Eis então que, uma equipa de investigadores, liderada por Avishay Gal-Yam, do Instituto Weizmann de Ciência (Israel), em associação com a Universidade Estatal de San Diego (EUA), deu de caras, inesperadamente, com uma estrela demasiado jovem para ter explodido num evento similar.

E o que tem este caso particular a ver com toda a história em geral?

Segundo os modelos tradicionais, a forma como uma estrela morre está ligada, desde o início, ao tamanho (ou massa) que terá. O nosso Sol, por exemplo, tem um tamanho médio, indo acabar numa anã branca, já os astros de menores dimensões, atingirão o estatuto de anãs vermelhas. Em comum, o facto de acabarem as suas vidas a emitir pouca radiação, quase moribundas. Mas as estrelas de grande massa têm um fim mais violento, pois explodem numa supernova e dão lugar a uma estrela de neutrões, sendo que estas podem vir a transformar-se num buraco negro

Mas há mais para saber. As estrelas, que pintam o céu à noite, funcionam como fábricas galácticas, fundindo núcleos de hidrogénio – que têm em grande abundância –, até se criar hélio. Como o hélio é mais leve que as massas dos quatro núcleos de hidrogénio, usados para o formar, vai sobrar energia desta fusão (conforme nos explica a velha fórmula de Einstein, E=mc2). Esta é depois emitida sobre a forma de neutrinos, vento solar e, principalmente, radiação electromagnética – a luz que todos os dias nos banha a cara e dá vida ao ecossistema terrestre.

Depois de fazerem a combustão de todo o hidrogénio, num processo que permitirá a formação de metais pesados (ferro, magnésio, níquel, ouro, etc.), cada estrela entrará numa fase de declínio, tendo um fim que dependerá do tamanho que tiveram. Com a explosão das de grande porte, a diversa matéria que continham – criada pela fusão – espalha-se pelas galáxias, estando na origem dos planetas e dos seres vivos, como nós, humanos. Não custa nada repetir, todos nós somos feitos de estrelas.

Concluída a explicação, voltamos ao cerne da questão: o que tem a descoberta a ver com tudo isto?

A resposta prende-se com o facto de ela vir baralhar os cientistas, pois temos uma estrela gigantesca, como é o caso da que foi encontrada por Gal-Yam (50 vezes maior que o Sol), a explodir antes de queimar todo o seu hidrogénio, muitos milhões de anos antes do tempo que era previsto. Um autêntico mistério… e um choque, que mostra haver muito mais para descobrir sobre a vida e morte das estrelas. Resumindo: hipóteses para o sucedido… procuram-se!

“Eu penso que é uma descoberta completamente extraordinária”, enfatiza o astrónomo Stephen Smartt, da Universidade da Rainha, em Belfast, Irlanda do Norte. E porquê? Porque “isto realmente pede a que reanalisemos os nossos modelos, para ver se conseguimos uma explosão neste mesmo regime de modelos”, conclui.

19 Março, 2009

Investigação diz que linhas de alta tensão desorientam gado bovino

O gado bovino costuma pastar na direcção Norte-Sul,
a razão pode estar no campo magnético da Terra (foto: Macieklew)

Dois investigadores de uma universidade alemã chegaram à conclusão de que os campos magnéticos de baixa frequência – como os que são produzidos pelas linhas de alta tensão –, são capazes interferir na capacidade de orientação de animais ruminantes como o gado bovino e os veados.

Animais como as vacas e os veados tendem a posicionar-se numa direcção norte-sul quando estão a pastar, o que pode significar que têm a habilidade de orientar-se segundo o campo magnético da Terra, dizem os cientistas que lideraram o estudo. As causas para esta predisposição ainda não são conhecidas.

No entanto, existe algo que Hynek Burda e Sabine Begall, da Faculdade de Biologia da Universidade de Duisburgo-Essen, Alemanha, dizem já saber: quando estes animais estão perto de linhas de alta tensão perdem a sua capacidade de orientação, posicionando-se de forma aleatória nas zonas de pastagem.

A investigação realizada pelos dois cientistas usou imagens do Google Earth para estudar campos de pastagem, de todo o mundo, utilizados pelo gado bovino e os veados. Depois de observarem os cenários, constataram que os animais que pastavam debaixo ou perto de linhas de alta tensão “exibiam distintos padrões de alinhamento”, um “efeito de perturbação” que se devia aos campos magnéticos originados pelas linhas, dizem Burda e Begall na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

À medida que os animais se distanciavam das linhas, as perturbações na orientação norte-sul tendiam a diminuir, salientam ainda.

Apesar de as condições meteorológicas também poderem influenciar a forma como os ruminantes se alinham, dois terços deles seguem o padrão norte-sul, quando afastados das linhas.

Estas evidências podem ser uma prova de que os grandes mamíferos são sensíveis aos campos magnéticos, e que os vertebrados têm um determinado comportamento quando expostos a campos magnéticos de baixa frequência – como no caso das linhas de alta tensão.

A exposição a este género de campos “implica efeitos a nível celular e molecular”, menciona o estudo.

17 Março, 2009

Há quanto tempo existe vida na Terra?

A vida biológica pode subsistir nas mais extremas condições,
como acontece nas quentíssimas fontes termais do Parque Yellowstone (Public Domain)


A mais velha evidência de vida na Terra data de há 3,83 mil milhões de anos atrás, mas dois investigadores, de uma universidade norte-americana, defendem que ela pode ter surgido mais cedo.

Há cerca de 3.9 mil milhões de anos, ocorreram alterações nas órbitas dos planetas gigantes gasosos que existem no nosso Sistema Solar, o que levou diversos objectos a mudar de rumo e a entrar em rota de colisão com os planetas interiores (mais próximos do Sol), como é o caso da Terra. Até ao momento, os geólogos pensam que esse intenso bombardeamento ‘limpou’ o nosso planeta de qualquer forma de vida biológica que pudesse existir.

Oleg Abramov e Steve Mojzsis, da Universidade do Colorado, EUA, realizaram um estudo, através de modelação computacional, em que enviaram 200 biliões de toneladas de massa de encontro à Terra. O resultado final mostrou que a vida poderia ter sobrevivido aos intensos (e infernais) impactos.

Segundo os seus cálculos, apesar de um projéctil com 500 quilómetros de largura ser capaz de espalhar, na atmosfera, uma camada de terra com 350 metros de espessura, aquecendo-a até aos 1200 graus, o calor do impacto não conseguiria penetrar na crosta sólida mais profunda. A camada de terra esterilizada pelo calor (algo que ocorre aos 110º), teria apenas 300 metros de profundidade.

Tendo em conta que já foram descobertos micróbios que subsistem em zonas de elevadas temperaturas, como nas quentes fontes termais do Parque Yellowstone (EUA), a vida biológica poderia ter sobrevivido até profundidades de quatro quilómetros. Além do mais, a força dos impactos poderia ter rachado as crostas mais profundas e levado a que a água delas fluísse, fornecendo um refúgio para os micróbios de ambientes quentes.

Estes organismos poderão, assim, ter sido umas das primeiras formas de vida a surgir no planeta, tendo-se desenvolvido há 4,4 mil milhões de anos atrás, ‘pouco’ depois de a Terra se ter formado, 154 milhões de anos antes.

Contudo, é difícil provar rigorosamente que a vida seja assim tão antiga, uma vez que depois do ‘bombardeamento’ todas as rochas terrestres, que poderiam conter vestígios de vida mais precoce (em forma de isótopos), foram destruídas. Os vestígios até agora encontrados têm 3,83 mil milhões de anos.

16 Março, 2009

Cientistas criam arma laser para abater mosquitos com malária

Só as picadas das fêmeas dos mosquitos podem passar a
malária a humanos (Public Domain)


Buscar, fazer zoom, apontar mira e disparar: mosquito incinerado. Em mais um impulso na luta contra a malária, cientistas norte-americanos desenvolveram um novo laser portátil capaz de localizar individualmente os mosquitos e de abatê-los um a um.

Há quase 25 anos atrás, alguns cientistas norte-americanos propuseram a ideia do sistema de defesa “Star Wars”, constituído por lasers colocados no espaço que iriam detectar e destruir os mísseis soviéticos que fossem lançados. Actualmente, alguns dos mesmos cientistas desenvolveram um outro sistema de defesa, desta vez para criar uma barreira de segurança que visa destruir os insectos passíveis de transmitir a malária aos humanos.

O laser anti-mosquito foi criado por uma grupo de investigadores de diversas áreas (da astrofísica até à entomologia – estudo dos insectos), podendo ser usado para proteger uma casa ou uma aldeia dos mosquitos. No entanto, não está descartada a ideia de criar drones equipados com os mesmos lasers, capazes de detectar os mosquitos com um radar e de os eliminar dos céus.

Numa recente demonstração em ambiente doméstico, o sistema usou focos de luz para detectar as silhuetas dos mosquitos, sendo depois utilizada uma lente de zoom para fornecer mais detalhes sobre o insecto a um computador – o cérebro do laser. Cabe depois ao computador dar ordens ao laser para atacar o mosquito. Assim que é atingido, o insecto é incinerado, deixando um fino rasto de fumo à medida que cai.

No entanto, os investigadores avisam que a força do laser ainda está a ser regulada, para que não possa magoar outros insectos ou até… humanos. O sistema é apresentado como seguro, dado que é capaz de distinguir um mosquito de qualquer outro animal, chegando ao ponto de diferenciar um mosquito macho de uma fêmea, através da frequência do seu bater de asas – o que pode ser muito importante, uma vez que são as fêmeas que espalham o parasita através das suas picadas.

Estima-se que anualmente morram com malária cerca de três milhões de pessoas, atingindo num mesmo período cerca de 500 milhões de seres humanos. O continente africano é o que mais sofre com a doença.

12 Março, 2009

Vale tudo para não perder o emprego

Um inquérito feito a trabalhadores norte-americanos revelou que mais de um quarto dos inquiridos agiria de forma imoral para manter o seu posto de trabalho, não importando se teriam de mentir, enganar ou namoricar o/a chefe. Em tempos de crise, parece que vale mesmo tudo para não acabar no desemprego.

O estudo foi feito a 1.200 trabalhadores dos EUA, numa pesquisa feita em Fevereiro deste ano pela Harris Interactive, a pedido da Adecco, a maior empresa de recursos humanos do mundo (lida com 700 mil trabalhadores a nível internacional). O objectivo era saber se a recessão económica teria algum efeito na atitude das pessoas em relação à sua carreira e às suas perspectivas de emprego.

Constatou-se, então, que 28% dos inquiridos não teriam problemas em agir de forma imoral, ou seja, tanto lhes faz se têm que mentir (13% dos que responderam) ou dar umas facadazinhas nas costas dos colegas, roubando-lhes os créditos (2%), desde que isso ajude a carreira ou a manter o emprego.

Namoriscar e seduzir o patrão (ou a patroa), está também dentro do saco de possibilidades de 4% das pessoas.

O mais preocupante é quando se verifica que os mais passíveis de pisar os calos aos colegas e de usar todo o género de estratagemas são os trabalhadores mais jovens. Quase 40% dos trabalhadores entre os 18 e os 34 anos não teriam problemas em ser desonestos para manter o emprego.

Como explica Bernedette Kenny, membro da direcção da Adecco, “as pessoas têm medo de perder o seu emprego, pelo que se sentem mais ameaçadas.” Na sua opinião, os trabalhadores “fazem planos extensivos para o Natal, para as férias, casamentos e feriados, mas investem pouco na sua própria carreira, a qual também é o maior investimento de uma família, pelo que não estão preparados, financeiramente e emocionalmente, para a perda de ganhos que dão como certos”. Como salienta, isto fará com que se sintam ameaçados e façam tudo para salvar o seu modo de vida.

Se detestou o que leu... e está a ver que vai começar a desconfiar de todos os seus colegas de trabalhos, tenha calma, pois ainda restam os 72% que afirmaram não ser capazes das maiores manigâncias para manter o emprego. Ainda há motivos para ser optimista.

Descoberta nova bateria que recarrega em dez segundos

(Public Domain)

Como seria se tivesse um telemóvel que se recarrega em dez segundos ou um carro eléctrico que fica com a bateria cheia em cinco minutos?

Pois bem, dois cientistas do Massachussets Institute of Technology (MIT), nos EUA, revelaram a descoberta de uma bateria capaz de se recarregar num período de tempo cem vezes menor do que as baterias convencionais, levando-as a serem mais pequenas e leves, numa descoberta que pode mudar a indústria dos telefones celulares e dos carros movidos a electricidade.

A equipa de investigadores do MIT, liderada por Byoungwoo Kang e Gerbrand Ceder, usou uma simulação por computador para estudar os movimentos dos iões e dos electrões numa variante das baterias convencionais (feitas de material à base de lítio), mais precisamente numa bateria feita de lítio-fosfato de ferro. A simulação permitiu descobrir uma nova forma de levar os iões e os electrões do lítio a circularem mais depressa no interior da bateria e, consequentemente, a diminuir o tempo de carregamento.

As baterias usadas nos telemóveis e nos novos carros híbridos movidos a electricidade, são compostas por células de iões de lítio. Estas demoram muito tempo a recarregar, uma vez que obrigam a deslocar os iões de lítio do cátodo – o pólo positivo que se encontra numa das pontas da bateria –, até à outra extremidade em que se encontra o ânodo – o pólo negativo –, para aí serem absorvidos. Mas o problema é que tirar os iões do cátodo é um processo lento.

Para aumentar a velocidade, Kang e Ceder redesenharam os canais por onde a energia atravessa, permitindo que fosse rapidamente distribuída por todo o espaço da bateria.

Para tal, criaram um cátodo feito de pequenas bolas de lítio-fosfato de ferro (cada uma com 50 nanómetros de largura, ou 50 milionésimos de milímetro), as quais rapidamente libertam iões de lítio em direcção ao ânodo, enquanto a bateria recarrega.

Segundo os cálculos dos investigadores, com estas baterias é possível recarregar um telemóvel em dez segundos, ao mesmo tempo que as baterias maiores, como as dos carros híbridos eléctricos, podem ficar 'cheias' em 5 minutos – em vez das oito horas que outras baterias demoram).

Ao contrário das baterias normais, as novas não perdem a sua capacidade de carga ao longo do tempo, o que pode significar que o material a mais que era colocado nas baterias para compensar essa perda deixa de ser necessário nas novas baterias, levando a que sejam mais pequenas, leves… e com uma rápida capacidade de carga.

A nova bateria pode ser lançada no mercado daqui a dois ou três anos, salienta a equipa de investigadores.

10 Março, 2009

Novo motor de busca da Internet promete dar respostas a tudo

Wolfram Alpha! Decore este nome, pois ele pode vir a ser o símbolo de uma das próximas revoluções na Internet.

Apesar de poder ser equiparado a um novo motor de busca, o novo software pretende dar as suas próprias respostas às pesquisas pretendidas, em vez de as procurar numa enorme base de dados, tal como faz o Google e outros motores de busca. Mas o que o torna mesmo especial, é que, em vez de recebermos incontáveis ligações para sites e blogues com possíveis respostas, o Wolfram Alpha dará apenas… uma única e factual resposta. (Parece quase um Deus electrónico todo sapiente)

A grande condição, é que as perguntas que os utilizadores fizerem terão que ter como fito a obtenção de respostas factuais. No entanto, os cibernautas terão a liberdade para utilizar uma linguagem humana mais comum para comunicar com o software – a web semântica.

Mas não pense que pode já ir experimentar esta nova ferramenta para a Internet, dado que o Wolfram Alpha ainda se encontra a ser desenvolvido pelo seu criador, Stephen Wolfram, o qual lidera uma equipa de 100 pessoas, todas a trabalhar para este novo projecto, estando o seu lançamento previsto para Maio deste ano.

O Alpha terá a capacidade de responder a questões sobre tecnologia, geografia, o tempo, cozinha, negócios, viagens, pessoas e música, sendo igualmente capaz de solucionar problemas numéricos sequenciais e fazer cálculos matemáticos.

Mas será o programa capaz de dizer quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha? Pois bem, mesmo que o software não tenha sido programado para dar uma resposta a uma determinada e singular pergunta, ela poderá ainda assim ser feita e ter uma resposta.

Também descrito como um “cérebro electrónico”, o programa não pretende competir directamente com o Google Search, dado que tem mais semelhanças com o Wikipédia, mas mesmo assim pode revolucionar a forma como se fazem pesquisas no cibermundo.

Sexo pela manhã dá mais prazer

(Public Domain)

Depois de um dia atribulado cheio de trabalho e stress, a melhor maneira de aliviar imediatamente a tensão não será… engane-se… através do sexo, isto porque, segundo investigadores brasileiros, o corpo está cheio de adrenalina e isso vai prejudicar o bom sexo, pelo que só uma boa noite de sono poderá vir a recompor a sua performance.

Na explicação de Sylvia Faria Marzano, urologista e terapeuta sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (vulgo Isexp – um nome bastante sugestivo), as hormonas da adrenalina “estão ligadas à excitação, mas não ao prazer”, razão pela qual o acto fica despido de prazer.

A solução é passar uma boa noite de sono e fazer a prática logo pela manhã, altura em que as probabilidades de satisfação aumentam mais, dado que a mente desperta sem preocupações e porque o corpo já se recompôs do cansaço muscular do dia anterior, deixando-o “mais apto para o sexo”, remata Sylvia Marzano.

Tal como também observa Ivaldo Silva, professor do departamento de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo, a nível psicológico “o sexo sem stress funciona melhor por causa da atenção que os parceiros dispensam um ao outro”, enquanto ao nível hormonal “o que acontece é que, quando a pessoa está relaxada e faz sexo de qualidade, consegue produzir mais endorfina, uma hormona relacionado com o prazer.”

Pelos vistos há muitas razões para ficar alegre logo pela manhã, já que “pessoas que se satisfazem nas relações são mais felizes e mais saudáveis”, explica ainda o investigador.

E lembre-se também de dizer a pessoa com quem está que a ama, dado que “depois do pico de endorfina, o corpo liberta oxitocina, a hormona do amor maternal”, diz Sylvia Maranzo, o que vai “favorecer a ligação sentimental”.

09 Março, 2009

Guardar pedras para atirá-las aos visitantes: Chimpanzés de zoo também planeiam o futuro como os humanos

(Creative Commons)

Ter um estado mental capaz de fazer planos para o futuro, em vez de o fazer somente para o presente, é um processo cognitivo que se pensava só estar ao alcance dos seres humanos.

Mas num estudo desenvolvido ao longo de uma década num jardim zoológico, por Mathias Osvath, da Universidade de Ciência Cognitiva de Lund, Suécia, foi deparado o caso de um chimpanzé macho que planeava as suas acções num estado de grande tranquilidade. (Sosseguem os adeptos leoninos porque não era o Paulo Bento)

Este apanhava diversas pedras no recinto em que se encontrava, ao mesmo tempo que manufacturava discos de pedaços soltos de betão. Os objectos eram depois guardados para serem usados, no futuro, como armas de arremesso contra os visitantes do zoo (autch!), durante as agitadas demonstrações de dominação protagonizadas pelos chimpanzés.

“Estas observações mostram de forma convincente que os nosso colegas macacos ponderam sobre o futuro de uma forma muito complexa”, anunciou Osvath. Os factos por si observados “implicam que eles tem uma consciência altamente desenvolvida”, permitindo-lhes fazer extrapolações sobre eventos futuros.

Até ao momento, muitas observações a outros primatas (selvagens ou em cativeiro) indiciavam comportamentos que envolviam planeamento, mas geralmente não era possível depreender, com certezas, se eram acções que respondiam a uma necessidade imediata ou dirigida para o futuro – é o caso dos primatas que partem e usam um galho para “pescar” térmitas ou que guardam pedras para partir nozes.

Mas o que torna este caso observado digno de interesse, e possível de dar certezas, na explicação de Osvath, é que o dito chimpanzé, de uma forma muito clara, tem um comportamento planeado que não se insere num estado mental focado para o presente. Apesar de ter um comportamento agitado quando atirava as pedras, tinha um outro completamente oposto (sempre calmo), quando coleccionava ou trabalhava os mísseis que ia utilizar posteriormente.

Para o investigador esta é uma prova concreta e individual de que os chimpanzés “planeiam a maior parte do seu comportamento diário”, estejam eles em cativeiro ou em ambiente selvagem.

Já sabe, da próxima vez que for ao jardim zoológico, planeie bem para onde deve fugir no caso de um calhau sair disparado da jaula de um macaco.

Ossos do polegar humano foram replicados numa impressora 3D e em corpos de ratinhos

(Creative Commons)

Já é possível fazer uma cópia exacta dos ossos do nosso polegar, uma nova técnica que envolve fazer um cópia a três dimensões do tecido ósseo – numa impressora especial – e coser a réplica ao corpo de um rato de laboratório, de forma a que o osso se desenvolva com células da medula óssea.

A inovação foi desenvolvida por investigadores do Hospital de Insel, em Berna, Suiça, e exige, em primeiro lugar, que se faça uma imagem em três dimensões do osso que se pretende copiar – não interessa se o osso foi destruído ou perdeu-se, pois uma cópia exacta do outro polegar também serve.

De seguida, uma impressora a três dimensões vai depositar finas camadas de material orgânico umas em cima das outras, até que o objecto pretendido se materialize (sim… faz lembrar uma das cenas do filme ‘O Quinto Elemento’).

O “andaime” de osso que se copiou terá então milhares de pequenos poros, nos quais serão injectadas células da medula óssea do paciente que perdeu o polegar. Depois de aí serem injectadas, estas terão que se transformar em células ósseas primordiais (os osteoblastos), para que surja um osso humano.

No entanto, tal só é possível depois de se encontrar um local onde os ossos (impregnados de células da medula óssea do paciente) possam desenvolver-se. É aqui que entra em cena a grande cobaia da ciência moderna, o ratinho de laboratório, uma vez que os
quase ossos são então cosidos debaixo da pele que está no dorso de um espécimen, ai ficando a crescer durante quase 15 semanas, até o “andaime” de osso se transformar num verdadeiro osso humano.

A descoberta terá consequências muito mais vastas, dado que “em teoria podemos fazer qualquer osso”, afirmou Christian Weinand, o líder da equipa que fez a investigação. “Agora já posso guardar partes sobressalentes [de ossos] no meu bolso”, tranquilizou.

Se o Dr. Frankenstein tivesse usado esta nova inovação nas suas experiências, de certeza que não deixaria na mesma de ter levantado infundados medos junto dos aldeões locais. Mas felizmente os tempos são outros e a realidade supera sempre a ficção.

Lei contra a “pirataria” na Internet vai ser discutida no parlamento francês

Vamos crer que alguém está à procura na Internet do último filme que estreou nos cinemas, com o intuito de o descarregar ilegalmente para o seu computador e assim podê-lo ver sem pagar um tostão. Já alguma vez o fez também? Se respondeu que sim… imagine que algum tempo depois recebe uma advertência, de uma autoridade de vigilância, a avisar-lhe que se continuar a fazer ‘downloads’ ilegais a sua conta da Internet poderá ser suspensa até doze meses. Continuaria a fazê-lo?

Pois é isto mesmo o que o governo francês planeia implementar no pais do hexágono, um dispositivo de vigilância que visa controlar quem descarrega ilegalmente as criações com direitos de autor, principalmente música e filmes.

A lei que autoriza a vigilância e controlo está já muito perto de ser aprovada, uma vez que a partir de amanhã começa a ser debatida no parlamento gaulês (a Assembleia Nacional), depois de o Senado ter dado a sua autorização em Outubro do ano passado.

Segundo a ministra francesa para a Cultura, Christine Albanel, a partir do momento em que a lei fosse aprovada, dez mil internautas poderiam receber uma advertência, a cada dia em França, a avisar de que serão sancionados se não pararem de fazer descargas ilegais.

Segundo a regulamentação a ser aprovada, a sanção para os prevaricadores consiste numa suspensão do fornecimento de Internet por um período de dois a doze meses, mas antes da mesma se efectivar a pessoa em causa receberia, em primeiro lugar, um e-mail com uma advertência, ao que se seguiria outro por correio ou telefone.

Numa fase posterior, caberia depois à autoridade responsável pelo controlo deliberar se há lugar a um acordo amistoso, no caso do infractor confessar que 'baixava' material pirateado. Neste caso, o corte de Internet cingir-se-ia de um a três meses.

O novo sistema de vigilância poderá entrar em vigor em 2010, estando orçado em 70 milhões de euros, com a própria ministra da Cultura a mostrar-se convencida de que, a ser aprovada a lei, as ameaças de sanção terão um forte efeito dissuasório que levará as pessoas a deixar de pactuar com a pirataria e assim evitar que o seu fornecimento de Internet seja cortado.

Entretanto, Reino Unido, Suécia e Bélgica estão já a planear a criação de uma lei semelhante.

06 Março, 2009

Brasileiro tem dois corações a bater lado a lado

Não se trata de um mutante de Chernobyl, nem tão pouco de alguém que se apaixonou perdidamente pela Mónica Belushi.

Trata-se do resultado de um dos poucos transplantes heterotópicos de coração feito pelo Instituto do Coração de São Paulo, cujos clínicos usaram esta técnica rara em que o paciente passa a ter dois corações a bater em simultâneo, lado a lado. O método não é novo, mas por agora ainda causa espanto haver um ser humano com dois exemplares deste órgão.

O paciente sofria de uma doença grave do coração, que lhe provocava uma insuficiência cardíaca e dificultava o bombeamento de sangue. E como uma desgraça nunca vem só, surgiu uma doença secundária originária dos anteriores problemas, uma hipertensão pulmonar.

O caso complicava-se e urgia uma solução menos ortodoxa, pois só um coração não seria capaz de bombear sangue, dado que os pulmões também estavam debilitados.

A solução milagrosa foi implantar um coração saudável no lado direito do peito do paciente, para auxiliar o que se encontra no lado esquerdo, mais debilitado e que passa a assumir menos funções que o novo órgão.

Os dois corações foram ligados através de um tubo sintético, com cerca de dez centímetros e que foi implantado através da artéria pulmonar.

Sem esta engenhosidade, “as hipóteses de vida eram mínimas”, diz Alfredo Fiorelli, cirurgião cardíaco do instituto, pois “o transplante tradicional seria contra-indicado”.

O paciente continua internado em situação grave, “mantido de forma artificial há dois meses”, mas tal já era esperado e é “normal”, dado que atravessa “uma fase de adaptação”, salientou ainda Fiorelli.

Resta saber se depois de ficar melhor o paciente vai passar a apaixonar-se mais rapidamente do que antes.

Economistas dizem que patentes e direitos de autor estrangulam a inovação

Dois economistas da Universidade de Saint Louis, EUA, revoltaram-se contra o actual sistema de patentes e direitos de autor, defendendo que o processo, conforme está legislado nos EUA, desencoraja e impede que as inovações cheguem aos mercados, trazendo sérias consequências para a economia.

“Do ponto de vista do interesse público preferíamos que se eliminasse, simultaneamente, as leis de patente e de direitos de autor”, confessa John Levine, professor de economia, cuja opinião é partilhada pela sua colega Michele Boldrin

“Existe muita protecção para os inventores e os criadores, mas também existem muitas outras oportunidades para que os últimos possam fazer dinheiro”, argumenta Levine.

“A propriedade intelectual é na verdade um monopólio intelectual, e em vez de ajudar a competitividade do mercado livre, impede-a”. Uma competitividade que no entender do economista “conseguiu trazer bem-estar e inovação até junto de nós”.

Como exemplos para as falhas do sistema existente, salienta a existência de estudantes que são processados por pirataria na Internet e, pior ainda, de doentes com Sida que morrem em África, porque não podem pagar medicamentos caros produzidos por empresas detentoras das patentes desses mesmo produtos.

Sendo assim, o que o economista também contesta é que “a maior parte das patentes não são adquiridas por inovadores que esperam proteger as suas criações dos outros competidores, para assim ganhar vantagem no resto do mercado”. Em vez disso “a maior parte delas são obtidas por grandes corporações, que construíram portfolios de patentes para efeitos preventivos”, ou seja, para impedir que outras pessoas as possam usar e reclamar como suas.

Uma solução que os dois economistas advogam, para pelo menos ser aplicada nos EUA, é uma reforma drástica do sistema de patentes, de modo a que, por exemplo, entre em concordância com o que surge referido na constituição norte-americana: o qual afirma que o Congresso do país, pode ”promover o progresso da ciência e das artes úteis, assegurando aos autores e inventores, por períodos de tempo limitado, os exclusivos direitos sobre os seus respectivos escritos e descobertas”.

“Up up and away”: Telescópio Kepler vai procurar novas Terras

O novo telescópio da Nasa, o Kepler, vai ser lançado Sábado de madrugada para o espaço, numa missão que visa espiar a luminosidade de 170 mil estrelas em simultâneo, de forma a tentar descobrir se escondem planetas semelhantes ao nosso.

Que é como quem diz, vai tentar averiguar se existem outros exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar) que possam ter hipóteses de albergar a vida como a conhecemos na Terra. Até ao momento conhecem-se 300 exoplanetas, mas todos têm as dimensões de Júpiter, não havendo nenhum semelhante ao nosso.

Quando forem 04:00 horas de Sábado (23:00 horas de Sexta-feira, nos EUA), o foguetão que leva o Kepler descolará do Cabo Canaveral, na Florida, numa viagem até ao espaço onde depois acompanhará a órbita da Terra em redor do Sol.

Ao contrário do telescópio Hubble, que tantas extraordinárias fotografias do Universo já nos mostrou, o Kepler vai tentar estudar o
trânsito nas estrelas (trânsito planetário), ou seja, vai medir a emissão de luminosidade (radiação) de cada estrela, de modo a perceber as mínimas oscilações que nela ocorrem. Imagine que um mosquito passa à frente da luz de uma lâmpada acesa… sendo a lâmpada a estrela e o mosquito o possível planeta… pois será através da oscilação de luminosidade que o mosquito provoca que se vai tentar auferir se existem outros planetas a circundar as estrelas.

A zona alvo privilegiada, para a investigação, está perto da constelação de Cisne, uma região da galáxia abundante em estrelas, e quiçá de planetas, sendo que o Kepler vai estudar eventos que estão entre 500 a 3000 anos-luz de nós (um ano luz é igual a nove biliões e meio de quilómetros).

A vantagem, relativamente aos telescópios na Terra, é que no espaço não existe uma atmosfera para deturpar as visualizações, para além de que as observações nos telescópios terrestres estão condicionadas pela rotação do planeta, o que faz com que nunca estejam virados para o mesmo local. O Kepler estará também de costas viradas para o nosso Sol, dado que de outra forma isso impediria as suas investigações.

O telescópio espacial foi baptizado em homenagem ao pai da astronomia moderna, Johannes Kepler, tendo custado 478 milhões de euros. Pesa uma tonelada e tem uma câmara digital de 95 milhões de pixeis (a maior a ser lançada ao espaço), com um espelho de quase metro e meio de diâmetro e uma abertura de quase um metro.

E qual a importância para a humanidade das suas descobertas? “Se descobrirmos que a maior parte das estrelas possui planetas como a Terra, isso implicará que as condições que sustentam o desenvolvimento da vida poderão ser comuns na nossa galáxia”, explica William Borucki, responsável científico da missão. “Mas se encontrarmos poucos ou nenhuns planetas destes, isso indicará que talvez estejamos sozinhos”, sentenciou.

05 Março, 2009

Último tango entre dois buracos negros

Se a sua vida parece um enorme buraco negro onde tudo cai e nada volta, pense bem antes de se lamentar, pois são essas singularidades físicas, banalmente espalhadas por todo o universo e de onde nem a luz escapa, que formam as galáxias e dão vida ao cosmos – até a nossa Via Láctea tem uma no seu centro.

A mais recente descoberta, no que concerne ao estudo dos buracos negros, revela a existência de um brilhante quasar (um núcleo galáctico activo e bastante poderoso que alberga um buraco negro) numa galáxia a 5 mil milhões anos-luz de nós. Se tivermos em conta que a luz viaja a 300 quilómetros por segundo e que num ano percorre nove biliões e meio de quilómetros, as contas podem ser feitas quanto aos quilómetros a que se encontra… mas prepare-se, porque a sua calculadora convencional não terá espaço no ecrã para tanto digito.

Mas o que tem este quasar de especial? Segundo o estudo feito pelos astrónomos Todd Boroson e Tod Lauer, do National Optical Astronomy Observatory, no Arizona, EUA, ele alberga não um, mas dois buracos-negros gigantes, cada um orbitando em redor do outro, a cada 100 anos.

Mas este tango poderá ser fatal, dado que a dança é feita a 0,3 anos-luz de distância. A distância poderá parecer grande, mas quando uma das singularidades tem uma massa 20 milhões de vezes maior que o nosso Sol… e a da outra é 800 milhões de vezes superior, é caso para dizer… Uau! Para mais, 0,3 anos-luz é uma distância apenas 13 vezes maior entre a nossa estrela e a sua vizinha mais próxima.

Com uma tão grande proximidade, as teorias existentes dizem que será inevitável, mais tarde ou mais cedo, que os dois buracos negros se fundam num só evento, libertando um nível de energia extraordinário.

O prodigioso quasar ainda carece de uma confirmação definitiva, dado que foi detectado de forma indirecta. Mas como é que se pode detectar um buraco negro, dado que nem a luz directa que o poderia tornar visível escapa à sua extrema força gravitacional (quanto mais de dois)?

Não é fácil, mas os dois investigadores explicam como é possível teorizar a fenómeno. Tal como menciona o
Folha de São Paulo, “a matéria que se agrega em torno de um buraco negro, antes de ser engolida definitivamente, emite ondas electromagnéticas, com cada buraco negro a relacionar-se com uma frequência de onda diferente, como se tivessem cores distintas” (efeito de Doppler).

Desta forma, “ao verem diferentes frequências a serem emitidas do núcleo da galáxia estudada, concluíram que existem aí uma dupla de superburacos negros”.

Estudar tudo pode não ser vantajoso para os alunos de ciência

Um estudo norte-americano veio afirmar que os estudantes do secundário que estudam poucos temas de ciência, mas que o fazem com profundidade, poderão vir a ter uma melhor performance escolar que os colegas que estudam mais tópicos e que gastam menos tempo com cada um.

A equipa de investigadores envolveu no seu estudo 8310 estudantes, escolhidos por entre centenas de escolas secundárias e universidades dos EUA, tendo observado o seu desempenho nas disciplinas de introdução à biologia, química e física.

Os resultados mostraram que os estudantes que passavam um mês, ou mais, a estudarem um grande tema com profundidade, durante o secundário, tiveram melhores notas na universidade do que aqueles que estudaram mais tópicos no mesmo período de tempo.

Robert Tai, professor universitário da Curry School of Education (no estado da Virgínia) e um dos três investigadores envolvidos, explica que “o estudo mostra evidências de que ensinar poucos tópicos com grande profundidade é o melhor caminho de preparar os estudantes para o sucesso na universidade”.

A investigação também menciona que os testes que procuram medir o conhecimento geral numa disciplina, podem não captar a elevada aptidão de um aluno nalguns temas chave da ciência. Ou seja, os professores que ensinam para “fazer o teste”, podem não estar o optimizar as hipóteses de sucesso de um estudante que vai para uma curso de ciência na universidade.

Solo oceânico com 2500 quilómetros foi engolido pela Terra

Uma placa tectónica, com 70 quilómetros de grossura e 2500 de largura, terá sido engolida pela Terra entre 20 a 50 milhões de anos atrás, debaixo do oceano pacífico, uma destruição que acabou por dar origem a uma longa cadeia de ilhas vulcânicas à superfície e da qual descendem a Nova Caledónia e a Nova Zelândia.

Usando uma nova tecnologia de modelação computacional, uma equipa formada por Wouter Schellart, geocientista da Universidade de Monash (a maior da Austrália) e outros investigadores internacionais, reconstruiu a ocorrência do cataclismo pré-histórico, no qual a placa tectónica entre a Austrália e a Nova Zelândia sofreu uma subducção (deslizou por debaixo de outra placa) e afundou-se 1100 quilómetros abaixo do solo terrestre.

Mas como foi feita a reconstrução? “Combinámos reconstruções das placas tectónicas que cobrem a superfície da Terra com uma tomografia sísmica, uma técnica que permite olhar profundamente para o interior da Terra usando ondas sísmicas, enviando-as até aí para fazer um mapa das diferentes regiões”, explicou Schellart.

“Até agora muitos geólogos apenas olhavam para a Nova Caledónia e a Nova Zelândia de forma separada e não viam nenhuma conexão”, disse ainda o investigador. Mas a simulação veio provar que estas duas zonas estavam “geograficamente interligadas entre 20 a 50 milhões de anos atrás, através de uma longa cadeia de ilhas vulcânicas”.

Essa possibilidade “pode ter sido importante para a migração de certas espécies de plantas e animais nessa época”, salienta Schellart perante a possibilidade de a descoberta poder ajudar a explicar alguns dos mistérios relacionados com a evolução na região.

Ao mesmo tempo, a descoberta irá intensificar o debate sobre se os continentes e micro-continentes a sudoeste do Pacífico estiveram, ou não, completamente separados desde há 100 milhões de anos atrás.

Emoções influenciam a nossa saúde

Se está triste devido à crise financeira… esqueça-a e alegre-se, senão arrisca-se a que a sua saúde piore.

Esta podia ser uma das premissas a retirar de um estudo apresentado pela Universidade do Kansas (EUA), o qual aponta que as emoções positivas são essenciais para a boa manutenção da saúde física, uma constatação que se evidenciou em toda a população mundial, principalmente junto dos que vivem na
extrema pobreza .

O estudo, feito o em em parceria com a The Gallup Organization, sondou a opinião pública mundial em cerca de 140 países, abrangendo mais de 150 mil adultos. “Até muito recentemente, a maior parte deste género de pesquisa era apenas feita nos países industrializados”, revela Sarah Pressman, professora de psicologia da Universidade do Kansas e investigadora da Gallup.

“Daí que não pudéssemos saber se sentimentos como a felicidade, ou a tristeza, teriam influência na saúde das pessoas que têm preocupações mais prementes – como ter o suficiente para comer ou encontrar um abrigo. Mas agora já sabemos”, frisou ainda Pressman.

De acordo com a investigadora, as emoções positivas estão directamente correlacionadas com uma melhor saúde, mesmo que faltem à pessoa em causa as mais básicas necessidades. Aliás, é este o aspecto que mais surpreende neste estudo, já que mesmo faltando comida ou uma casa para viver, é nos países mais pobres que se constatou uma mais forte associação entre emoções positivas e boa saúde.

Já as emoções negativas… como seria de esperar… são o prenúncio de uma saúde a ir para o pior. Pelos vistos, carpir sobre a vida não resolve os problemas, antes pelo contrário e quer sejamos ricos ou pobres.

04 Março, 2009

Penetração sexual já existia há 365 milhões de anos

Incisoscutum ritchiei. Não… não é um parente afastado do Lionel Ritchie… é o nome da espécie de peixe (já extinta) que revelou que a reprodução por penetração sexual é muito mais antiga do que se pensava.

O fóssil com 365 milhões de anos foi encontrado na Austrália e tornou-se numa “das mais antigas evidências de reprodução interna", atesta Zerina Johanson, curadora do Museu de História Natural de Londres e uma das investigadoras da equipa que fez a descoberta.

O peixe fossilizado… o dito Incisoscutum... tinha dentro de si um embrião com cinco centímetros de comprimento, revelando que a fertilização avançada e o desenvolvimento de embriões dentro da fêmea era algo usual nos primeiros peixes que surgiram na Terra

Antes desta táctica inovadora, a fertilização dos ovos dos peixes, através do esperma, era feita fora do corpo da fêmea.

Apesar deste achado, continua a ser extremamente raro encontrar, nos fósseis de animais descobertos, evidências de biologia reprodutiva. Antes do Incisoscutum, os fósseis mais antigos, que evidenciavam penetração sexual, provinham de répteis da Era Mesozóica (entre 65 e 248 milhões de anos atrás).

Confiar armas a robots? É melhor não!

Poderá um exército moderno confiar na capacidade para um robot discernir um amigo de um agressor? O roboticista Noel Sharkey, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, desconfia da ideia e vê nela grandes falhas.

A sua opinião vem no seguimento de um estudo, financiado pelo Pentágono, que defende a programação de robots militares (armados) com regras éticas de confronto militar, as mesmas que são seguidas pelos soldados humanos.

A ideia pretende ajudar o objectivo, do exército dos EUA, de ter até 2015 um terço das suas forças a operar sem o auxílio humano. Tal como avisa Patrick Lin, um dos autores do estudo, “neste momento já estão em funcionamento sistemas completamente autónomos”, dando o exemplo do sistema
Phalanx, utilizado pela marinha dos EUA, e que pode, por exemplo, “identificar, apontar e abater mísseis sem autorização humana”, explicou ainda.

Para While Sharkey o relatório é demasiado optimista, já que “repete a velha noção de que os robots podem comportar-se de uma forma mais ética que os soldados porque não ficam enfurecidos nem buscam vingança”.

Mas ao mesmo tempo, os robots não tem a empatia humana nem conseguem formular juízos, explica ainda, tal como não conseguem discriminar inocentes civis de soldados, pelo que não deveriam fazer julgamentos sobre o uso de força letal.

É caso para pensar sobre o que acontecerá no dia em que os nossos electrodomésticos começarem a pensar por nós…

Microsoft já tem rival para o Google Search

Já se adivinhava e deverá mesmo acontecer. A gigante Microsoft revelou ontem que já está a testar um novo motor de busca para a Internet, capaz de a fazer competir num mercado avassaladoramente dominado pelo software da Google.

Chama-se Kumo e está a ser testado, em segredo, pelos trabalhadores da Microsoft, com o objectivo de tirar a empresa do terceiro lugar no mercado norte-americano de busca online – o actual ‘Microsoft Live’ (com apenas 7% do share de mercado) está atrás do motor da ‘Yahoo!’(19%) e do primeiríssimo ‘Google Search’ ( detém 70%).

Segundo informações disponíveis, que fugiram do apertado sigilo imposto pela empresa sedeada em Richmond (estado de Washington), o Kumo baseia-se numa tecnologia semântica que lhe permite entender frases inteiras, assim como compreender as relações entre palavras diferentes.

Coisa que já não ocorre nos actuais motores de busca, como o da Google, uma vez que se baseia na comparação das palavras, que são introduzidas nas caixas de procura do software, com as que se encontram em páginas web (e outras fontes de dados) existentes na Internet.

Esta inovação da Microsoft vem no seguimento do fracasso da empresa, no ano anterior, em conseguir comprar a Yahoo! por 47 mil milhões de dólares, numa tentativa de combinar recursos para melhor enfrentar a grande rival Google.

Será que é desta que a Microsoft chega aos calcanhares da empresa californiana?

Bill Gates proíbe filhos de usarem iPod e iPhone

Que a Microsoft é acusada de monopólio e de não favorecer a livre concorrência do software de outras empresas rivais, já é do conhecimento geral, mas o que poucos podiam adivinhar era que o próprio fundador da maior empresa mundial do sector, o multimilionário Bill Gates, proibisse na sua própria casa o uso de produtos da Apple.

“Há poucas coisas na lista de proibições da nossa casa, mas os iPods e os iPhones são duas coisas que não damos aos nossos filhos”, confessou Melinda Gates, esposa de Bill Gates, na última edição da revista Vogue. Dito isto, estranha-se que também refira, na mesma entrevista, que é seu desejo que os filhos tenham uma infância normal. Pelos vistos, parece que há fundamentalistas para tudo.

Ao contrário dos milhões de adolescentes por todo o mundo que têm um iPod (já se venderam 200 milhões de unidades) ou um iPhone (18 milhões de telemóveis comercializados), os três filhos do casal vão ter que se aguentar com o leitor de música mp3 Zune, da Microsoft.

Mas com a popularidade do iPod de vento em popa – nos Estados Unidos domina 70% do mercado, enquanto que o mp3 Zune se queda pelos 3% – é de perguntar até quando os elementos mais novos do clã Gates resistirão às ordens do papá e da mamã.